Depois da prata e do bronze, Thiego quer o inédito ouro do Grand Prix

Thiego Marques é líder do ranking mundial ao lado do sul-coreano Min Jae Lee © CPB/ Divulgação

Judoca de 23 anos jamais esteve na primeira colocação do torneio e chega como líder do ranking mundial para tentar mudar a sua história

Fonte Comunicação CBDV
30 de junho de 2022 / São Paulo – SP

Ouvir o Hino Nacional Brasileiro no alto do pódio de um evento internacional é uma sensação que o paraense Thiego Marques ainda não experimentou na seleção adulta. Ele espera mudar essa história neste sábado, quando entrará em ação pela categoria até 60kg da classe J2 (baixa visão) no IBSA Grand Prix de São Paulo, evento de judô paralímpico que reunirá atletas de 21 países ao longo do fim de semana no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, na capital paulista. A entrada é gratuita.

Os resultados na temporada até o momento são animadores. Nas duas primeiras etapas da competição, disputadas na Turquia e no Cazaquistão, o atleta de 23 anos faturou um bronze e uma prata, respectivamente. Os 270 pontos somados nesses eventos o colocaram na liderança do ranking mundial, ao lado do sul-coreano Min Jae Lee, que não virá ao Brasil. “Venho de uma medalha de bronze e uma de prata. Se tudo der certo, agora vem o ouro!”, aposta o judoca, que tem baixa visão por conta do albinismo.

O cenário para a inédita e sonhada conquista não poderia ser melhor: o CT foi palco da única campanha dourada de Thiego, o Parapan de Jovens 2017. “É uma honra disputar esse campeonato na nossa casa. O Brasil é o país a ser batido agora”, crava, referindo-se às campanhas vitoriosas nos primeiros Grand Prix do ano. O Brasil entra como favorito após terminar na primeira colocação geral em ambas as ocasiões. Foram 20 medalhas conquistadas, sendo 11 ouros, quatro pratas e cinco bronzes.

Roberto faz a pega no judogi de Giulia Pereira durante treino da seleção © CPB/ Divulgação

Por esta mesma categoria, mas na classe J1 (cegos totais), o Brasil terá dois representantes, um novato e um veterano. Aos 26 anos, o manauara Elielton Oliveira passou a ser convocado para a seleção este ano, após conquistar o Grand Prix nacional, em março. “É uma energia a mais lutar em casa. A confiança aumenta, é uma sensação boa. Desde que entrei na seleção, tento curtir cada momento. Vou lutar feliz da vida”, promete o judoca, que perdeu a visão aos 12 anos, em um acidente com arma de fogo.

Já o carioca Roberto Paixão é um dos mais experientes da delegação brasileira, com 45 anos – só fica atrás do tetracampeão olímpico Antônio Tenório, que tem 51. Figura conhecida da equipe nacional desde 1999, quando foi convocado pela primeira vez, este ano ele voltou a ser chamado, depois das mudanças nas regras da modalidade. E garante: o fôlego é de adolescente. “Tenho 45 anos, 20 de judô, mas a ansiedade é de como se fosse a primeira competição”. Entre várias conquistas, destacam-se as pratas nos Jogos Parapan-Americanos da Cidade do México (1999) e do Rio (2007). Roberto ficou cego aos dois anos, devido a complicações de uma febre.

A terceira etapa do circuito da IBSA reunirá nove dos 16 atuais líderes do ranking mundial do judô paralímpico, sendo seis brasileiros: Arthur Silva (J1 até 90 kg), Wilians Araújo (J1 acima de 90 kg), Thiego Marques (J2 até 60 kg), Rosicleide Andrade (J1 até 48 kg), Brenda Freitas (J1 até 70 kg) e Rebeca Silva (J2 acima de 70 kg). A paulista Alana Maldonado, que lidera o ranking até 70 kg J2, não poderá participar. O Brasil foi campeão no geral das duas etapas anteriores, na Turquia e no Cazaquistão.

Confira a programação sujeita a alterações

Dia 1/7 (sexta-feira)
19:30 – sorteio das chaves

Dia 2/7 (sábado)
09:30 – Cerimônia de Abertura
10:00 às 12:00 – preliminares (48 kg, 57 kg, 60 kg e 73 kg)
15:00 às 17:00 – finais (48 kg, 57 kg, 60 kg e 73 kg)
17:30 – Cerimônia de Premiações

Dia 3/7 (domingo)
10:00 às 12:00 – preliminares (-70 kg, +70 kg, -90 kg, +90 kg)
15:00 às 17:00 – finais (-70 kg, +70 kg, -90 kg, +90 kg)
17:30 – Cerimônia de Premiações

Patrocínio

A Loterias Caixa é a patrocinadora oficial do judô paralímpico brasileiro.

Apoio

A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) e a Federação Paulista de Judô (FPJudô) são parceiras da CBDV na organização do evento.

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