Esporte Clube Pinheiros se impõe na fase decisiva e conquista o décimo título da Copa Brasil Interclubes

Esporte Clube Pinheiros, bicampeão da Copa Brasil Interclubes © Davi Victor / Navve / CBJ

Equipe de judô mais consistente e organizada da última década, o Pinheiros bateu o Minas Tênis Clube por 4 a 0 na final, mantendo a hegemonia e levando o bicampeonato da disputa por equipes mistas

Por FPJCom / Fonte Lara Monsores
22 de novembro de 2021 / São Paulo (SP)

O Esporte Clube Pinheiros (SP) foi o grande campeão da Copa Brasil Interclubes de Judô 2021 ao superar, neste sábado (20), o Minas Tênis Clube pelo placar de 4 a 0. Rafael Freitas Bondezan (73kg), Ellen Santana (70kg), Vinícius Panini (90kg) e Beatriz Souza (+70kg) venceram seus combates e garantiram o título ao Pinheiros pelo segundo ano consecutivo.

A Copa Brasil é a principal competição por equipes mistas do judô brasileiro. O evento realizado em Pindamonhangaba (SP) pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ) teve apoio do Bradesco, patrocinador do judô brasileiro há mais de dez anos.

Gigantes nos tatamis, Vinícius Panini e Beatriz Souza foram eleitos os melhores judocas do certame © Davi Victor / Navve / CBJ

Para chegar à final, o Pinheiros bateu o Clube Athletico Paulistano por 4 a 0 na fase de grupos e perdeu para o Instituto Reação (4 a 3) na final da chave do Grupo 1, passando às semifinais em segundo lugar no grupo. Com isso, o clube paulista precisou vencer, na semifinal, a forte equipe gaúcha da Sogipa (4 a 3), líder do Grupo 2, para chegar à decisão.

O Minas Tênis Clube fez caminho semelhante, vencendo a Umbra/Vasco por 4 a 2, na primeira rodada do Grupo 2, e perdeu para a Sogipa por 4 a 2, na última rodada da fase de grupos. Na semifinal, a equipe de Belo Horizonte superou o Instituto Reação, impondo 4 a 3 no placar, garantindo, também pela segunda vez consecutiva, uma vaga na final.

Disputa pelo ouro

Na decisão deste sábado, o Pinheiros foi implacável impondo 4 a 0 no placar com vitórias de Rafael Freitas (73kg), Ellen Santana (70kg), Vinícius Panini (90kg) e Beatriz Souza (+70kg) logo nas quatro primeiras lutas.

A equipe paulistana começou muito bem, com vitória de Rafael Freitas (73kg) sobre Fernando Ramos, por wazari. No 70kg, o Minas tentou surpreender, escalando Gabriella Mantena, cuja categoria de origem é o meio-médio (63kg). Ellen Santana, porém, levou o combate para o solo (ne-waza) e encaixou uma chave de braço (juji-gatame) que fez Gabriella bater e a arbitragem assinalar o ippon.

Mesmo competindo numa categoria acima, Panini sobrou nos tatamis © Davi Victor / Navve / CBJ

O lance gerou muita reclamação por parte do Minas, que pediu revisão do ippon, entendendo que a chave teria sido aplicada após o sinal do tempo técnico soar, o que deveria paralisar a luta. A mesa, contudo, manteve a decisão do árbitro central e a vitória foi dada a Ellen Santana.

O Pinheiros seguiu forte com Vinícius Panini projetando Eduardo Bettoni por ippon para ampliar o placar. Beatriz Souza fechou a conta ao vencer Ana Damasceno na quarta luta.

Sogipa vence Reação e fica com o bronze

Liderada pelo medalhista olímpico de Tóquio 2020 Daniel Cargnin, a equipe da Sogipa conquistou a medalha de bronze na Copa Brasil Interclubes de Judô. O pódio veio com vitória por 4 a 3 sobre o Instituto Reação (RJ). Daniel Cargnin (73kg), Talita Libório (+70kg) e Jéssica Lima (57kg), duas vezes, fizeram os pontos que deram a vitória aos gaúchos.

Melhores da Copa

Para coroar ainda mais a campanha pinheirense, Beatriz Souza e Vinícius Panini foram eleitos os melhores judocas da Copa Brasil Interclubes de Judô 2021.

“Todo mundo lutou com muita alma, se entregando de coração. E eu só tenho muito orgulho de estar lutando ao lado dessas pessoas maravilhosas, de estar junto com essa família aqui conquistando mais esse título”, festejou Bia, que ocupa o segundo lugar no ranking da FIJ em sua categoria e embarca na próxima terça-feira para representar o Brasil no Grand Slam de Abu Dhabi.

Time pinheirense comemora a vitória sobre o Clube Athletico Paulistano © Davi Victor / Navve / CBJ

Para Panini, o título e a premiação tiveram gostinho ainda mais especial, já que sua convocação para a copa foi uma surpresa. Ele luta na categoria meio-médio (81kg) e precisou adaptar-se rapidamente ao peso médio para substituir o titular do 90kg do Pinheiros, que virou desfalque de última hora.

“Era para ter vindo outro atleta do peso 90kg, o Igor Morishigue, que infelizmente está doente. Eu fui pego de surpresa, estava em recuperação de uma lesão, mas deu tudo certo e estou muito feliz com a minha participação e a contribuição que ofereci a minha equipe”, contou.

Balanço geral

Em 16 edições do gand prix masculino e por equipes mistas o Esporte Clube Pinheiros venceu dez vezes, sendo sete nas últimas nove edições, de 2011 a 2019. Já nas quatro últimas edições do Troféu Brasil, de 2015 a 2019, o ECP venceu todas no masculino e no feminino.

Na nova era da Copa Brasil, disputada por equipes mistas, sagrou-se bicampeão vencendo em 2020 e 2021. Estes resultados mostram que o time pinheirense é a equipe de judô mais consistente e organizada da última década.

Nesta segunda edição da disputa por equipes mistas, os judocas comandados pelo professor Paulo Segatelli lutaram apenas o suficiente na primeira rodada, classificando-se em segundo lugar no grupo, o que fez que os precipitados acreditassem que São Paulo não marcaria presença no pódio do Troféu Brasil 2021.

O árbitro FIJ A Leonardo Stacciarini assinala vitória de Beatriz Souza © Davi Victor / Navve / CBJ

Contudo, os judocas pinheirenses fizeram uma semifinal impecável e extremamente técnica contra os gaúchos da Sogipa exibindo maior volume e venceram com competência pelo placar de 4 a 2.

Na final o time paulista foi impecáveis e sobrou nos tatamis, não dando chance alguma para a competente e jovem equipe do Minas Tênis Clube, vencendo por 4 a 0 e liquidando o confronto com apenas quatro lutas.

A vitória pinheirense foi determinada quando o técnico Segatelli definiu o time que enfrentaria os mineiros. Contudo, a garra, a vontade, a determinação e o foco de toda a equipe na vitória foi o fator determinante para, mais uma vez, o Esporte Clube Pinheiros escrever seu nome na história da Copa Brasil Interclubes.

Rafael Bondezan de Freitas (73kg) é um dos destaques na nova geração de judocas do Clube Pinheiros © Davi Victor / Navve / CBJ

Os destaques individuais foram o habilidoso Vinicius Panini, que volta aos tatamis após um longo período lesionado e, de quebra, forçando a categoria, e a também jovem Beatriz Souza, número 2 do ranking mundial das pesos-pesados e uma das maiores esperanças de pódio para o judô do Brasil, nos Jogos de Paris 2024.

Talentos domésticos

Tudo indica que a má fase técnica do judô paulista ficou para trás. Lembramos e destacamos que os quatro jovens escalados pelo técnico Paulo Sérgio Segatelli para a disputa final, são todos paulistas da gema.

O peso leve (73kg) Rafael Bondezan de Freitas iniciou no judô na escola do ensino fundamental e seu sensei foi o talentoso professor Alexandro de Freitas de Mairiporã, da 15ª Delegacia Regional Grande Campinas

A peso médio Ellen Froner Santana deu os primeiros passos na Associação 9 de Julho da cidade de Guarulhos, tradicional reduto do judô paulista que pertence a 10ª Delegacia Regional Central. Seu aprendizado foi realizado com os senseis Vinícius Santana e Maurício Lima.

Focada, Ellen Santana (70kg) fez três lutas, venceu todas e obteve 100% de aproveitamento © Davi Victor / Navve / CBJ

Atual número 2 do ranking da Federação Internacional de Judô, a peso pesado Beatriz Rodrigues de Souza fez a sua iniciação no judô nos tatamis da Associação Dojô Budokan de Peruíbe sob orientação do conceituado professor Wagner dos Santos Silva, um grande formador da tradicional escola Budokan da 11ª Delegacia Regional Litoral.

O talentoso Vinicius Taranto Panini iniciou no judô no Clube de Regatas Tietê, uma agremiação fundada em 1907. Hoje a estrutura pertence à prefeitura de São Paulo e faz parte do Parque do Tietê, na zona Central da Capital paulista. Seus formadores foram: sensei Luiz Jerônimo e o professor kodansha José Chibirca, ambos docentes da velha guarda que pautaram o ensino da modalidade na busca incessante pelo ippon.

O recém-contratado técnico Paulo Sérgio Segatelli estreou com uma importante vitória © Davi Victor / Navve / CBJ
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