Brasil fez bonito no Campeonato Mundial de Veteranos e de Kata 2015

Brasil fez bonito no Campeonato Mundial de Veteranos e de Kata 2015

Entre os dias 19 e 24 de setembro, judocas paulistas e de vários outros estados representaram o Brasil no Campeonato Mundial de Veteranos e de Kata que foi realizado na cidade de Amsterdã, na Holanda.

Kata

Nos dias 19 e 20 os melhores praticantes de Kata do mundo se reuniram na capital da Holanda para a disputa do Campeonato Mundial Kata Amsterdã 2015. Entre as duplas de 30 países, três eram brasileiras e estiveram em ação no Sporthallen Zuid no último sábado, 19 de setembro, para as disputas de três do cinco Katas mais comuns do judô- Nage no Kata, Katame no Kata e Ju no Kata. A dupla Wagner Uchida e Paulo Ferreira ficaram em quinto lugar no Nague No Kata, melhor colocação entre os brasileiros. Sakamoto e Yokoyama (Japão), Surla e Fleisz (Romênia) e Gilon e Gilon (Bélgica) formaram o pódio.

As duplas Eduardo Maestá / Roger Uchida (Katame no Kata) e Aline Sukino / Juliana Maestá (Ju no Kata) não passaram para a fase final. O Japão também venceu estas duas modalidades. O sensei Rioiti Uchida fez parte da Comissão de Avaliação do Campeonato Mundial de Kata que terminou neste domingo, com a realização do Kime no Kata (técnicas de combate real) e Kodokan Goshin-Jutsu (técnicas de autodefesa). Na segunda e terça, 21 e 22 de setembro, acontece um treinamento de campo com os participantes do evento.

Veteranos

As disputas dos veteranos começou na segunda-feira, 21 de setembro,  com as disputas das classes M6 (55 a 60 anos), M7 (60 a 65 anos), M8 (65 a 70 anos), M9 (70 a 75 anos) e M10 (75 a 80 anos) em todas as categorias de peso. E o Brasil faturou três medalhas logo no primeiro dia: uma de ouro com Sérgio Honda (M8, 60kg) e duas de bronze com Maurício Calil (M6, +100kg) e José Antunes (M8, 73kg). Sérgio Honda foi impecável em sua campanha até o título dos ligeiros, vencendo todas as suas quatro lutas na competição com pontuações. E a luta mais dura foi logo a primeira contra o espanhol Julio Vicente Ramos quando derrotou o adversário por um wazari. As demais vitórias foram todas por ippon: passou pelo russo Andrei Liberman e os alemães Michael Traus e Bruno Potschuvay.

Maurício Calil venceu duas lutas para chegar ao bronze. Derrotou o russo Elgudzha Gagishvili por yuko e o italiano Carlo Antonio Baroni por ippon se classificando para as semifinais, quando foi derrotado pelo russo Vladimir Kuznetzov também por ippon.

Já José Antunes fez o confronto que valeu a medalha contra o compatriota Ormindo Gomes Bastos que acabou vencendo na diferença de punições. Antes, havia vencido o francês Daniel Vidal na estreia, perdido para o lituano Arimantas Pocevicius que acabaria campeão da categoria e, na primeira luta da repescagem, pelo finlandês Antero Kauranen. Ormindo venceu o alemão Martin Kraemer na estreia e foi derrotado pelo francês Gerard Olivet, medalhista de prata na categoria, na semifinal.

No segudo dia dos veteranos o judô brasileiro seguiu fazendo bonito no Mundial Amsterdã 2015. Depois de três medalhas na abertura da competição, nesta terça, 22 de setembro, dia de disputas das categorias M1 para atletas de 30 a 34 anos e M3 para judocas de 40 e 44 anos, outros quatro brasileiros chegaram ao pódio. Ouro para Gleyson Ribeiro Alves (M3, 60kg); pratas para Cesar Rocha (M3, 73kg) e Élton Fiebig (M3, +100kg), prata; e bronze para Denison Soldani Santos (M3, 90kg) que só foi parado pela lenda do judô holandês Mark Huizinga.

A campanha de Gleyson Ribeiro Alves (M3, 60kg) pode ser definida como irrepreensível. O ligeiro de 42 anos de Minas Gerais venceu todas as suas três lutas com a pontuação máxima: ippons sobre o russo Timur Gioev, sobre o francês Salomon Laniba e sobre o italiano Andrei Marco.

Numa categoria com 31 competidores, Cesar Oliveira da Rocha (M3, 73kg) se destacou como carrasco de franceses. O primeiro – Mickael Bernardin – foi derrotado logo na estreia por wazari. Na sequencia, ippon sobre o único adversário que não nasceu na França, o espanhol Daniel Diaz Vila. Nas quartas-de-final, a vítima foi Frederic Dallon, derrotado por ippon. Na semifinal, vitória por yuko sobre outro francês, Cyrill Cuvillier. Na luta pelo ouro, o também francês Fabrice Picco levou a melhor e venceu Cesar na diferença de punições.

O pesado Élton Fiebig (M3, +100kg), bicampeão mundial de Veteranos, dessa vez, ficou na segunda colocação. O caminho de Fiebig até a prata teve quatro lutas. Vitória sobre o alemão Thomas Freese na diferença de punições, sobre o francês Christophe Fouache por ippon e contra o russo Andrey Botikov também por ter sido menos punido. Na decisão, contra o russo Grigory Garyants uma luta muita dura que acabou definida com uma punição ao brasileiro no golden score.

Já Denison Soldani Santos (M3, 90kg) ficou com o bronze mas tem muito o que comemorar já que venceu cinco das seis lutas que fez no Mundial por ippon. A única derrota foi nas quartas-de-final para o holandês Mark Huizinga, campeão olímpico em Sydney 2000 e medalhista de bronze nos Jogos Atlanta 1996 e Atenas 2004 e no Mundial do Cairo em 2005, além de ser pentacampeão europeu. E o brasileiro vendeu caro a derrota perdendo apenas na diferença de punições. Começou com vitórias por ippon sobre o francês Franck Chaize e o austríaco Holger Hanbauer. Na repescagem, mais três ippons sobre o monegasco Thierry Vatrican, o francês Yannick Maese e, na decisão do bronze, contra o holandês Jeroen Leterrie.

No terceiro dia de disputas no Sporthallen Zuid vieram mais três medalhas, uma de ouro com Marcos Alexandre Daud (M4, 100kg) e duas de bronze com Eduardo Rosa Vicente (M5, 73kg) e Marco Aurélio Trinca (M5, 81kg). A divisão M4 compreende os atletas de 45 a 49 anos e a M5, os de 50 a 54 anos. Os brasileiros faturaram três medalhas no primeiro dia e outras quatro no segundo dia.

A medalha de Daud (M4, 100kg) veio 35 anos depois de conquistar seu primeiro pódio, a prata no Mundial Júnior Dijon 1990. E foi uma campanha avassaladora. Três ippons nas três primeiras rodadas contra Lysis Cubieres (FRA), Patrick Noij (NED) e Tamas Horvarth (HUN). Na semifinal, vitória na diferença de punições sobre o italiano Marco Zunino. E na decisão, outra vitória com golpe perfeito, dessa vez contra o holandês Rob Kroonen.

Eduardo Rosa Vicente (M5, 73kg) também precisou de cinco lutas para chegar ao pódio. Ippons sobre o belga Pascal Collard, o ucraniano Yurii Sabirov e o francês Christophe Banet. Contra o austríaco Johann Reisinger, Eduardo até conseguiu um yuko mas acabou sendo sofrendo um ippon. Na disputa do bronze, mais um ippon sobre o romeno Marin Chirazi e a medalha de bronze.

Marco Aurélio Trinca (M5, 81kg) precisou lutar um pouco mais para garantir a medalha de bronze. Foram seis combates. Na primeira luta, um combate duro contra o russo Nikolay Igrushkin vencido na diferença de punições. Na sequencia, vitória por yuko sobre o suíço Gilbert Pantillon e derrota por ippon para o holandês Jo Gevers. Já na repescagem, vitórias sobre o alemão Juergen Wagner por ippon e sobre o norte-americano Wayne Dickinson e sobre o sueco Kenneth Larson, na decisão da medalha, por ter tido menos punições.

O último dia do Mundial Veteranos Amsterdã 2015, quinta-feira, 24 de setembro, teve mais uma boa participação brasileira. No dia em que foram definidas a categorias M2 (35 a 39 anos) para os homens e todas as divisões do feminino, o Brasil conquistou mais cinco medalhas: Cristian Cezario (M2, 60kg) e Iraci Maria da Silva (F5, +78kg) foram ouro; Rogéria Cozendey da Silva (F3, +78kg) ficou com a prata e bronzes para Victor Lara de Queiroz (M2, 90kg) e Mariza Mara dos Santos (F6, 63kg).

Os ouros vieram com chuvas de ippons. Cristian Cezario (M2, 60kg) venceu com o golpe perfeito suas três primeiras lutas – contra o alemão Ulrich Dietze e os franceses Christophe Grillon (placar cheio) e Christophe Pacino. Na decisão, a única vitória que não veio por ippon, foi sobre Sylvain Brugirard. Mas o brasileiro mostrou toda a sua categoria conseguindo um yuko e um wazari para decretar a primeira posição no pódio.

Iraci também não deu chances para as adversárias. Venceu três de suas quatro lutas na competição por ippon – contra as alemãs Angela Rohloff e Sabine Lippert e a francesa Christine Peuch. Contra a adversária mais difícil e que viria a ficar com a prata, a alemã Klara Beerenwinkel, Iraci fez uma luta conservadora e venceu pela diferença de um yuko.

Prata de Rogéria Cozendey da Silva (F3, +78kg) foi conquistada com apenas duas lutas, com o ouro escapando por um detalhe. Ela venceu a húngara Noemi Gombar por wazari mas perdeu para a alemã Heike Tatsch por apenas um punição e ficou na segunda colocação.

Victor Lara de Queiroz (M2, 90kg) precisou de cinco lutas para chegar ao bronze. Vitórias por ippon sobre o suíço Thomas Fuhrer e por yuko sobre o eslovaco Peter Kolesar. Nas quartas-de-final, foi superado pelo russo Andrei Salmin na diferença de punições. Na repescagem, derrotou o russo Ivan Pogonets e o francês Gael Monnier por ter tido menos shidôs, garantindo o terceiro lugar na categoria.

Por fim, Mariza Mara dos Santos (F6, 63kg) ficou com o bronze ao vencer a francesa Brigitte Le Brun por ippon.

O Presidente da F.P.Judô, Alessandro Puglia parabenizou os atletas pelos ótimos resultados obtidos pela seleção brasileira de Veteranos e de Kata.

Clique aqui e confira a lista dos judocas paulistas que participaram da edição 2015 do Mundial de Veterano e de Kata

Com informações da Assessoria de Imprensa da CBJ

Assessoria de Imprensa da F.P.Judô

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