Delegação paulista enfrenta tufão Hagibis no Japão

O tufão Hagibis (que significa “velocidade” nas Filipinas) foi classificado como o pior do Japão nas últimas seis décadas. Chegou à Península de Izu, a sudoeste de Tóquio, pouco antes das 19h do horário local, no sábado, antes de continuar subindo rumo à costa leste da principal ilha japonesa. Milhões de pessoas foram aconselhadas a deixarem suas casas em meio a alertas de enchentes e deslizamentos de terra. Pelo menos 19 pessoas morreram e outras 16 estão desaparecidas. Cerca de 100 pessoas ficaram feridas em todo o país, de acordo com o jornal Kyodo News, com base em informações fornecidas por equipes de resgate e outras autoridades.
Alojada em Katsuura, na província de Chiba, a delegação paulista sentiu a passagem do supertufão, mas felizmente nada de mais grave aconteceu com os judocas brasileiros. Apesar de estar na costa japonesa, a cidade não foi tão afetada quanto as demais regiões. Para agravar a apreensão dos brasileiros, ainda no sábado à noite, houve um terremoto de magnitude 5,3 que abalou a região, segundo o serviço geológico dos Estados Unidos. O tremor atingiu a costa cerca de 55 km a sudeste de Katsuura. Houve tremores leves em Tóquio e arredores, em meio à chuva eao vento fortíssimo de Hagibis.
A delegação paulista já estava preparada para o tufão dias antes. O professor Paulo Pi explicou que foram comprados todos os suprimentos necessários para uma possível situação emergencial, que durariam cerca de quatro dias. Os professores reuniram o grupo, mantiveram a calma e fizeram todo o procedimento necessário para proporcionar tranquilidade e conforto a todos naquele momento. Pediram aos atletas que ajeitassem suas malas e guardassem os documentos para qualquer eventualidade.
“Providenciamos todo o material necessário para não termos de sair do alojamento no curto prazo. Ficamos felizes por passamos ilesos e sem correr riscos. A estrutura da Budo University é ótima, estamos em um lugar privilegiado, e quando o Hagibis passou, nós vimos a velocidade assustadora dos ventos, mas aqui dentro o clima era de tranquilidade– apesar de sabermosde toda a situação que acontecia no Japão. Houve algumas mortes e muitas pessoas desabrigadas. Ficamos tristes por essa situação devastadora que assolou o país, mas agradecemos a Deus por toda a delegação estar bem”, contou o professor Pi.
A professora Solange Pessoa lamenta a catástrofe que devastou o país, mas acredita que logo ele irá se reerguer novamente. Ela disse que o que causou maior tensão foi boa parte da equipe ter presenciado este fenômeno pela primeira vez, e haver um terremoto em meio ao tufão.
“Nós ficamos sabendo do tufão dias antes. As aulas e treinamentos foram cancelados na universidade e fomos orientados a não sair de dentro do alojamento, que tem boa estrutura. Compramos bastante água e comida e, no fim, deu tudo certo. O tufão passou, mas ficamos muito nervosos porque, além do tufão, ainda houve um pequeno terremoto, mas conseguimos passar por isso sem nenhum prejuízo”, disse a professora.
Alessandro Puglia enfatizou que não foi uma boa experiência, mas serviu de lição para os brasileiros verem como o Japão é um país que, mesmo vivendo constantes problemas com a natureza, sempre está preparado para enfrentá-los e se reerguer após os eventos. O presidente da FPJudô explicou que a programação e o roteiro da viagem serão mantidos.
“Morei dois anos e meio no Japão, e conheço muito bem a tensão do dia a dia. Mas sei também que o povo japonês está preparado para enfrentar estes fenômenos. Ontem, presenciamos até um tremor, que faz parte desses acontecimentos naturais no Japão. Eu estava vindo de Utsunomiya e os jornais estavam notificando dias antes sobre onde o tufão iria passar para que, assim, as pessoas se mobilizassem e se resguardassem. Lamentavelmente, ontem vimos na TV muitas pessoas desabrigadas e muita destruição, mas o povo japonês se une para trabalhar pela recuperação e o desenvolvimento do país. Hoje está um lindo dia, a vida tem de prosseguir e eles vão reconstruir tudo rapidamente: essa é a vida dos japoneses”, lembrou o dirigente paulista.
Por: Isabela Lemos
Fotos: Budopress, Reuters, AFP e Nasa via AP

 

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