Entrevista com Sensei Marilaine Ferranti Antonialli: Pioneira na Arbitragem de Judô

Sensei Marilaine Ferranti Antonialli

Sensei Marilaine Ferranti Antonialli

Entrevista com Sensei Marilaine Ferranti Antonialli: Pioneira na Arbitragem de Judô

Assessoria de Imprensa
06 de maio de 2024 / São Paulo (SP)

Em uma conversa durante o Open Ajinomoto de Judô , tivemos a oportunidade de entrevistar a Sensei Marilaine Ferranti Antonialli, moradora de Santa Cruz das Palmeiras, 300 km da cidade de São Paulo , uma figura de destaque na arbitragem de judô no Brasil.

Com mais de 30 anos de experiência na área e detentora do sexto Dan, Marilaine é reconhecida por ser a primeira mulher no país a alcançar graduação de arbitragem internacional.

Sensei Marilaine Ferranti é kodansha 6º dan, com 30 anos de experiência na área
Sensei Marilaine Ferranti é kodansha 6º dan, com 30 anos de experiência na área

Confira abaixo alguns trechos da nossa conversa:

FPJudô: Sensei Marilaine, como foi a sua trajetória até se tornar a primeira mulher no Brasil a ser arbitra internacional e se destacar na arbitragem de judô?

Sensei Marilaine: “Ao longo dos anos, enfrentei diversos desafios como mulher na arbitragem. Foi preciso conquistar a credibilidade das pessoas em relação ao meu trabalho, demonstrando que tenho o mesmo conhecimento, postura e competência que qualquer homem na área. Houve muito esforço e dedicação para alcançar esse reconhecimento, mas hoje vejo que as mulheres estão conquistando cada vez mais espaço e respeito no judô e na arbitragem.”

FPJudô: Como você enxerga o papel das mulheres na arbitragem e qual a importância da inserção feminina nesse campo?

Sensei Marilaine: “A presença das mulheres na arbitragem ainda é menor se comparada aos homens, pelo menos no Estado de São Paulo, onde temos cerca de 10% de mulheres atuando. No entanto, esse número está em crescimento e isso é resultado de um esforço conjunto para promover a igualdade de gênero nesse meio. Acredito que, assim como no judô, onde vemos um equilíbrio entre atletas masculinos e femininos, a arbitragem também caminha nessa direção e tem muito a evoluir.”

FPJudô: Seu trabalho e dedicação na arbitragem são verdadeiramente inspiradores. Como referência na área, quais conselhos você daria para as mulheres que desejam seguir uma carreira na arbitragem do judô?

Sensei Marilaine: “O principal conselho que eu daria para as mulheres que desejam atuar na arbitragem do judô é acreditar em si mesmas e em seu potencial. É importante buscar conhecimento, se capacitar e estar sempre aberta a aprender e evoluir na área. Além disso, é essencial manter a perseverança, a determinação e a paixão pelo judô e pela arbitragem, pois são esses valores que nos impulsionam a seguir em frente e superar desafios.”.

 

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